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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla 2011

                                               Deficiência Visual e o Processo Educacional



           O que você pensa quando enxerga uma pessoa pessoa com deficiência física? A sociedade ainda possui muitos pensamentos diferentes quando trata com uma pessoa com necessidades especiais. E, para debater esses assuntos é que desde o dia 21 de agosto, o Brasil vive a Semana Nacional da Pessoal com Deficiência Intelectual e Múltipla. Em 2011, esta temática foi adotada numa demonstração de reconhecimento das lutas empreendidas contra as adversidades, o preconceito e a discriminação.
          A visão, um dos cinco sentidos fundamentais, exerce importante papel na vida de um ser humano. Sendo através da percepção visual, captando estímulos luminosos e pigmentares (as cores), desde os primeiros anos de vida, a principal forma pela qual surgem motivações que despertam o relacionamento com o meio.

         Na infância, até a iniciação pré-escolar e escolar, é comum que o déficit da acuidade visual passe despercebido pelos pais, devido às experiências e manifestações da criança, com relação à noção do que seria enxergar bem, ou mesmo se queixar de um mal estar visual.

UMA CRIANÇA PODE MUITO BEM NÃO SABER DIZER O QUE VÊ, E COMO ESTÁ VENDO!

Contudo, quando inserida em contexto de aprendizagem sistêmica, o relacionamento com o mundo exterior (no ambiente escolar), uma criança com problemas oculares além do prejuízo intelectual decorrente o esforço visual, também enfrenta dificuldades de socialização.

          Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, a efetividade de programas comunitários, com participação docente, familiares e uma equipe técnica especializada, são essenciais para o desenvolvimento de Promoção de Saúde Oftalmológica, ofertando atendimento aos escolares em unidades de atenção (módulos), atuando na prevenção de agravos e recuperação visual das crianças.

Nesse sentido, tanto a família (no ambiente doméstico), quanto os professores (em sala de aula), atuariam na preliminar identificação de sinais e sintomas relativos à dificuldade visual das crianças, atentos aos seguintes parâmetros, cada um de acordo com suas competências:

- Avaliar a dificuldade do aluno para ler na lousa (quadro negro), ou em momento destinado a realização das lições de casa (atividade extraclasse);
- Observar se a criança apresenta constante cefaléia (dor de cabeça) quando em horários específicos de estudo;
- Notar se a criança aproxima freqüentemente objetos aos olhos, procurando visualizar melhor.

Mediante a constatação de situações que indiquem quadros repetitivos de desconforto visual, os professores devem prover orientações aos pais, para encaminhamento do problema ao profissional oftalmologista, responsável pelo diagnóstico.

A ampliação da função do educador, atuando como agente de saúde é extremamente básica para o desencadeamento de ações conjuntas e solidárias, procurando o ajustamento das diferenças discentes, não apenas comportamentais, mas também quanto às indisposições do organismo, aproximando no que possível às realidades, colaborando assim para o ensino progressivo.


Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola

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